Dos aspectos da vida, qualquer coisa, sobre qualquer assunto em qualquer lugar. De cada nota perdida se faz uma melodia, única em si só. De cada verso não cantado se faz uma música, única e surpreendente... Sempre.
sábado, 3 de março de 2012
Discos que não mudaram o mundo 1: Gabriel, o Pensador
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Pensamentos a respeito das manifestações a respeito da doença do ex-presidente.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Bud x Heineken
Muitos anos se passaram, e continuei tomando cerveja, dessa vez como a bebida mais frequente no meu dia a dia, e sempre procurando por novas e melhores marcas. Processos diferentes de produção, um paladar mais encorpado.
Recentemente a Heineken decidiu investir no mercado brasileiro, o que é excelente para mim, que sou grande fã da marca. Trouxe executivos europeus, acentuou sua participação nas redes sociais, trouxe lançamentos como embalagens limitadas para colecionadores e... a melhor cerveja possível! Tempo e cuidado no processamento diferenciados, matérias primas selecionadas. Paladar inigualável no mercado a que se destina (não artesenal). Ponto para ela!!!
E então vieram dois fatores, o marketing e a concorrência.
O marketing: apesar de executivos e embalagens, a Heineken se meteu no ramo do patrocínio de grandes eventos. Vou trazer como exemplo o Rock in Rio recente. Não ouvi elogios nem reclamações específicas a respeito da marca. No entanto, o festival ficou marcado pelo caos no atendimento ao consumidor. No início já foi suspensa a proibição de se entrar com alimentos devido a dificuldade e as longas filas. Não posso deixar de imaginar que a marca tenha acabado se "enrolando" em tudo isso.
A concorrência: ainda mais recentemente a Budweiser foi trazida pela Ambev para o país, a fim de concorrer diretamente com a Heineken. Sendo uma cerveja de qualidade notoriamente inferior, processada na metade do tempo, com matérias primas inferiores (40% segundo a embalagem) e com 3 concorrentes de qualidade semelhante no país, todos do seu próprio fabricante. Para tal feito, conta com a força da marca tradicional, uma cadeia de distribuição imbatível no país, mas principalmente com o marketing a fim de buscar o posicionamento desejado pela marca no mercado. Tudo isso leva ao ponto onde eu queria chegar: patrocinando a turnê do Eric Clapton no país, fui ao show de SP, temos, que a qualquer momento do show era possível conseguir em poucos minutos uma Budweiser gelada, perfeita. Sem perder o show, sem se distrair... pura diversão! Tudo funcionou, logística perfeita, atendimento impecável. Ponto para eles, por mais que odeie conceder esse "empate".
E agora, será que a Heineken está pronta para "dar o troco" no SWU que se aproxima?
Ainda não é certeza se vou conseguir conferir pessoalmente, mas certamente estou curioso por notícias.
Procurar entender o que está por trás do óbvio, e conceder que aqueles por quem vc torce tb "pisa na bola" são outros versos dessa música instrumental.
PS: o autor torce honestamente para q vença o melhor, e é óbvio quem é esse não é? =D
PS2: A foto não é de nehuma das duas, mas de uma das cervejas mais perfeitas que eu já tomei. E, dessa vez, nem ingredientes / processos, nem marketing, pesaram na minha percepção.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Para diferentes públicos...
sábado, 19 de março de 2011
Ashes on Ashes
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Do Natal...
Em 10 dias na frente do ventilador assistindo filmes e ouvindo música, muito valeu a pena. A Família, alguns amigos, novas pessoas que conheci. Mas hj escrevo sobre o cotidiano cultural desses dias. Foram 35 DVDs, a maioria filmes mas alguns shows. Entre os melhores posso citar o Persépolis, desenho animado francês sobre a situação política no Irã. Toda a jornada foi devidamente transmitida pelo Twitter. Acho que não tinha postado tantas msgs desde que entrei p/ o microblog...
Além desses DVDs escutei cuidadosamente 8 discos, entre eles Raphael Rabello tocando c/ Paco de Lucia em uma música comovente, um disco do Hermeto Paschoal surpreendente e Jimi Hendrix do qual conhecia muito pouco.
De toda forma esse é um post de festas. Comemorações são importantes e mais delas estão por vir nesse ano... muito em breve! A alegria é mais uma estrofe dessa música instrumental mesmo sem meu "white xmas"...
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Did it All - Demo (Vídeo)
Qual será a próxima a ser gravada?
http://www.youtube.com/watch?v=wFuEb5hq19Q
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Glory Days

Aproveitando as férias para botar a leitura em dia. Comecei e estou quase acabando o livro 31 Songs do Nick Hornby. Nele Hornby fala de canções que marcaram de alguma forma a sua vida pelos mais diferentes motivos. A primeira música mencionada é justamente uma do Bruce Springsteen (Thunder Road), que escreveu também uma música que me marcou desde cedo. Claro que não é a mesma música, mas...
Desde a adolescência a música que melhor definiu minhas motivações para tudo foi Glory Days, também do "The Boss". Naquela época, e já se vão quase vinte anos, lembro de que parecia um medo de envelhecer simplesmente. Recentemente acho que venho entendendo cada vez melhor minha relação com essa música.
Pq essa música ainda me inspira se não é o medo de amadurecer ou envelhecer? Afinal, casei, um filho não é uma idéia imaterial e distante, emprego de considerável responsabilidade, especializações... Hoje prefiro os confortos que meu esforço pode me proporcionar as aventuras sem grandes confortos de antes.
O que descobri é que não é o medo de envelhecer, mas de depender da juventude no processo. Apesar de tudo que conquistei, ainda vou aos shows das minhas bandas favoritas, viro a noite na rua durante a "Virada Cultural", vivo minhas histórias de hoje com a mesma intensidade que conto as histórias do passado.
Alguns amigos me dizem que faço isso por ainda não ter filhos... mas eles se parecem muito com os que diziam que era pq eu não era casado, pq eu ainda não tinha 25, ou ainda não tinha 20...
Hj me orgulho do passado como vivo meu presente e planejo meu futuro. Não chamaria isso de "Síndrome de Peter Pan" ou medo de crescer, mas sim de um equilíbrio que eu procurei desde cedo e me levou todo esse tempo para entender. Esse equilíbrio é mais um verso dessa música instrumental.
Para quem não conhece a música aí vai a letra e o link para o vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=oOpIfbneeHg
Bruce Springsteen — Glory Days lyrics
I had a friend was a big baseball player
Back in high school
He could throw that speedball by you
Make you look like a fool boy
Saw him the other night at this roadside bar
I was walking in, he was walking out
We went back inside sat down had a few drinks
But all he kept talking about was
Chorus:
Glory days well they'll pass you by
Glory days in the wink of a young girl's eye
Glory days, glory days
Well there's a girl that lives up the block
Back in school she could turn all the boy's heads
Sometimes on a friday i'll stop by
And have a few drinks after she put her kids to bed
Her and her husband bobby well they split up
I guess it's two years gone by now
We just sit around talking about the old times,
She says when she feels like crying
She starts laughing thinking about
Chorus
My old man worked 20 years on the line
And they let him go
Now everywhere he goes out looking for work
They just tell him that he's too old
I was 9 nine years old and he was working at the
Metuchen ford plant assembly line
Now he just sits on a stool down at the legion hall
But i can tell what's on his mind
Glory days yeah goin back
Glory days aw he ain't never had
Glory days, glory days
Now i think i'm going down to the well tonight
And i'm going to drink till i get my fill
And i hope when i get old i don't sit around thinking about it
But i probably will
Yeah, just sitting back trying to recapture
A little of the glory of, well time slips away
And leaves you with nothing mister but
Boring stories of glory days
Chorus (repeat twice)
sábado, 12 de setembro de 2009
Did It All
Hj de manhã aconteceu algo que a muito tempo não acontecia... Eu escrevi uma música! Eu não estava pensando nela ou remoendo algum trecho como as vezes acontece, ela simplesmente veio. Em dez minutos eu tinha uma letra praticamente finalizada para um "Twelve Bar Blues" com uma tremenda cara de "das antigas". É bem verdade que estou praticamente acabando um livro sobre a história do Blues (com muita ênfase no início do Século XX) e tenho ouvido muito blues ultimamente (ao vivo, em disco e MP3), mas mesmo assim soou tudo muito estranhamente natural.
A outra coisa estranha é como ela "soou" para mim de início. Falando sobre a música, para outra pessoa, eu falei que era sobre a minha morte... o q é um pouco chocante. Na verdade percebi depois q não é. Pensando mais um pouco, ela não fala da minha morte, mas nela eu já morri. Fala da minha vida e como eu acredito q eu a veria se fosse o fim. Tá... não é exatamente muito mais alegre, mas é bem melhor do q sobre a minha morte. E como fala sobre a minha vida e como a vejo, seu primeiro draft virou o "about me" no orkut.
Talvez depois eu coloque o vídeo disponível para assistir, mas ainda falta um tanto de trabalho (licks e solos e variações)...
Did it all
Burn my body by the highway;
And don’t cry for me when I am gone;
I’ve been around for quite a while;
Done loads of stuff and more.
Burn my body by the highway;
And don’t cry for me because I’m gone;
I played and danced and cried a little (sometimes);
I’ve been happy and sad and all…
Burn my body and scatter th’ ashes;
Where I just cannot be found;
What I left are not these ashes;
I left what I learned, taught and felt.
I played and danced and done a lot;
I learnt and taught and felt so much;
Maybe I’ve done more than I could;
But maybe I could’ve done a little more.
After all is said and done;
Burn my body, my life is done;
Maybe I just did it all (that I could) ;
Maybe I’ve changed someone’s view (of life).
Maybe I’ve changed someone’s life…
terça-feira, 5 de maio de 2009
Empadão de Camarão

Semana passada estive de férias em Brasília e muito me aconteceu. No entanto, provavelemente o mais surpreendente foi o empadão de camarão que virou de frango. Essa não é fácil mas eu explico.
Meu pai, falecido no ano passado, fazia um famoso empadão de camarão. O prato era muito requisitado em praticamente todas as ocasiões. Apesar de ter me apropriado de diversas receitas dele ao longo dos anos, e ter alterado diversas delas para desespero dele, o empadão eu nunca aprendi. Nem a massa, nem o recheio...
Nessa ida a BSB, não só fui surpreendido pelo empadão na casa do meu primo (de uma massa q tinha ficado congelada, ainda preparada pelo meu Pai), como também pela receita.
O primeiro veio na forma do empadão com a massa original, mas c/ recheio de frango feito pelo Dan, o q foi uma inesperada surpresa. O segundo veio na forma de um livro que minha tia me deu nesse mesmo dia.
Em uma das crônicas de "Pepino e Farofa", com muita sutileza e graça encontrei a receita em uma crônica divertida. Estou programando o primeiro teste da receita p/ breve e só posso agradecer ao autor Roberto Klotz pela homenagem e pela oportunidade de poder preparar a receita que julguei perdida.
Na sequência devo fazer uma nova tentativa com pequenas variações na receita (para desespero do Velho onde quer que ele estiver).
Mais um verso q se vai, a saudade sem impedir a inovação...
Imagem do livro retirada de: http://robertoklotz.blogspot.com/

